Seu cansaço já não parece mais só físico. Você vira pro lado, solta aquele som engraçado de quem já está fatigado. Você dorme sem culpa. Sinto-me só, não mais só na cama, no quarto; Sinto-me só no que sinto, no que outrora dividimos, éramos dois. A aquela culpa que eu achava a você pertencer, já não é mais razão ser e eu me culpo, me questiono, por horas deitada olhando o que por tempos eu ignorei o teto, com olhos queimando por lágrimas não derramadas. Eu me seguro pra não te acordar com soluços estridentes; agora despercebidos, engolidos a seco. Encolho-me a posição fetal tão segura e acolhedora, a necessitada de me sentir assim é tanta que abraço as próprias pernas, anseio por cuidados por seus abraços, os quais já não tenho. Eu me levanto silenciosamente, não só velando seu sono como seus sonhos. Não me dou o direito de tirá-los de ti, mesmo que tenha tirado os meus. Caminho com rumo certo, a porta é meu destino. Te deixo lá, com quarto, com a cama que já não sinto ser serem meus. Olho pra trás pela ultima vez como quem se despede e lamento a falta de um adeus. Seu cansaço já toma conta de mim. E é assim me canso de me culpas, de procurar saídas, de me sentir sozinha, da cama vazia, do silencio, das perguntas não respondidas, das noites não dormidas, da sua pseudo-companhia.
sábado, 10 de abril de 2010
Do que deixo pra trás
Seu cansaço já não parece mais só físico. Você vira pro lado, solta aquele som engraçado de quem já está fatigado. Você dorme sem culpa. Sinto-me só, não mais só na cama, no quarto; Sinto-me só no que sinto, no que outrora dividimos, éramos dois. A aquela culpa que eu achava a você pertencer, já não é mais razão ser e eu me culpo, me questiono, por horas deitada olhando o que por tempos eu ignorei o teto, com olhos queimando por lágrimas não derramadas. Eu me seguro pra não te acordar com soluços estridentes; agora despercebidos, engolidos a seco. Encolho-me a posição fetal tão segura e acolhedora, a necessitada de me sentir assim é tanta que abraço as próprias pernas, anseio por cuidados por seus abraços, os quais já não tenho. Eu me levanto silenciosamente, não só velando seu sono como seus sonhos. Não me dou o direito de tirá-los de ti, mesmo que tenha tirado os meus. Caminho com rumo certo, a porta é meu destino. Te deixo lá, com quarto, com a cama que já não sinto ser serem meus. Olho pra trás pela ultima vez como quem se despede e lamento a falta de um adeus. Seu cansaço já toma conta de mim. E é assim me canso de me culpas, de procurar saídas, de me sentir sozinha, da cama vazia, do silencio, das perguntas não respondidas, das noites não dormidas, da sua pseudo-companhia.
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