domingo, 17 de julho de 2011


Caminhando por entre a multidão... lá vai ela, a passos curtos, compassados, tímidos... sem pressa de chegar. Pensamento distante, em outro dia, hora e lugar. Relembrando diálogos, torpedos.
“- Só queria saber se está tudo bem, acho que no outro dia bebemos além do que devíamos”
“- Eu estou bem. Nem bebi tanto. Meu pecado foi estômago vazio”
“- Podemos comer antes da próxima vez”.
Não podemos?”
“- Da próxima?”
“- Sim, pensei que sim. Você não?”
“- Talvez. risos”
“- Parece que não.”
“- Não tenho certeza.”
“- Quer emprestado?”
“- O que?”
“- Certeza.”
“- Beber menos e aproveitar mais?”
“- Certeza. Domingo?”
“- Só se for lá pelas 18h. Tudo bem?”
“- Fechado. Vai esta ocupada o domingo todo?”
“- Provavelmente. Dormi até tarde, depois pensar, escrever, avaliar.”
“- Você pensa demais.”
“- E o que é que tem? Não há nada de errado nisso.”
“- Só tenta fazer diferente.”
“- Vou tentar, mas não prometo nada. Risos
Tenho que ir.”
“- Sinta-se abraçada”
E debaixo daquela arvore frondosa ela se sentiu mais abraçada do que nunca.

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