segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Eu ouvia, eu escrevia e não dormi nada.

Ela pensava por horas, escrevia e apagava. Ela está inquieta. Algo a incomoda, mas ela não sabe o que. E Para, por alguns minutos, e olha aquele documento em branco, com uma única linda que dizia: “Se o silêncio falasse ele diria: CORRE! Sai agora enquanto é tempo”.
E realmente está tudo tão quieto que ela pode ouvir seus pensamentos. Repetitivos pensamentos de recusa. Alertas de uma tragédia anunciada. Não entende. Não se entende. Mas, sabe que não gosta de estar por fora. Não quer perde o controle e por isso se priva. É o certo, é o melhor. As coisas que acontecem assim, tão rápido podem dar sérios problemas. Ela acredita nisso. E como ir de encontro a suas crenças? Não a como. Só se ela permitir. Já são mais de 5horas da amanhã. Mas, sabe lá por que(ou se sabe), ela se esqueceu do tempo, que passou; se esqueceu do sono, que passou; se esqueceu dos meses; que passou. Ela só pensa nas horas anteriores. E tudo já parece perdido. Já havia desistiu de escrever, no entanto ainda continua olhando fixo aquela frase e contempla ambos os silêncios. Ela se conhece, só não quer admitir. Mas ela fala, tudo que tem pra dizer (quase tudo), porque é impossível guarda dentro de sim. Ela anda tão pequena. Ela nunca foi tão grande assim, porém sempre afirmou que era. Pensa que é boba? Está pra nascer alguém tão esperta e sagaz quanto ela. Sóbria de si, nada a engana. Sim, está sóbria. Agora, até quando. Sabe que quer se manter assim. Só não se acha capaz. Já se sente sentida com a partida. Então, quando entendeu isso, ela parou de escrever.



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