domingo, 11 de setembro de 2011

Manhãs de domingo



Eu não disse que iria? Então, eu fui. Mas nunca senti tanta vontade de voltar atrás.De chegar e te acorda com um beijo. Dizer que mesmo indo eu quis ficar e dormir junto.De acorda do lado. Eu acredito sim, eu tenho fé em você. Apostaria todas as fichas, desejos, abraços, beijos e cafés da manhã. Aceito. Aceito dormi do lado errado da cama, já que o outro é seu favorito. Quando a gente ama, faz renuncias. Aceito seu beijo matinal sem escovar os dentes, pois é gostoso saber que minha boca a primeira necessidade do seu dia. Aceito dizer que sua torrada está ótima, mesmo que queima. Porque amar também pode significar omitir. Aceito seu copo de leite com 2 colheres de açúcar, mesmo quando estou de dieta. Afinal amar é sair de toda e qualquer rotina. Eu vou dizer que sua camiseta está ótima, mas só porque eu sei que não está com nenhuma vontade de desamassa-la. E dessas bobagens meiguinhas que mais sinto falta.Dessa disputas de sim e não. É tão ruim acordar com cama vazia. E tão mais ruim acordar com o vazio de sua presença. É tão triste não dividir banheiro, espelho e chuveiro. Não dividir as manhãs corridas. Não curtir a saudade antecipada, seladas com um longo beijo de despida.Eu vim, mesmo querendo ficar. E quando me ligar vou fingir não estar arrependia. E não ligo que saiba que estou mentindo. Você sabe que muitas vezes digo que não, quando quero dizer sim. E você sabe lhe tão bem com essa irregularidade.

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