domingo, 16 de outubro de 2011

Amanhã de manhã

Hoje eu chorei. Não tentei ser forte, não tentei esconder as lágrimas. Só me permiti, mais uma vez. Chorei baixo pra que ninguém me ouvisse. Pra que ninguém viesse ao meu socorro, querendo ajudar, fazer parte da solução, querendo saber o porquê do choro contido. Não posso mais tentar explicar o que eu mesmo não sei o que é. É tanta coisa pra guardar que às vezes sinto que vou explodir e é ai que as lágrimas desaguam. Visitei antigos endereços. Os quais nem era meus. Procurei algo perdido algo que talvez me fizesse entender tamanha angustia. Qualquer coisa que não fosse minha, mas explicasse. Qualquer coisa que me ligasse. E naquela casa vazia não encontrei nada. Quem passou por lá levou tudo. Nem um lençol, nenhuma fotografia, nem uma carta. E aquelas paredes que um dia registravam as histórias mais insanas, agora são tão somente paredes em branco. Ainda assim, senti um aperto. Chorei e ainda não sei o porquê. Nessa bagunça que é meu coração, hoje, só quero que venha o amanhã.

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