NÃO...
Porque todo texto com informações que não deveriam ser ditas deve começar com uma negativa enfática. Por que continuo escrevendo? Eu não sei. Talvez por ainda doa demais e não me sinto a vontade de dizer isso pra mais ninguém a não ser a mim mesma. Só as lágrimas não aliviam mais. Só fingir já não é o suficiente. Dói como nunca doeu e me esmaga e me sufoca. Eu desisti. Mas, isso não significou extirpar o sentimento. Não pude. Era algo que já não estava ao meu alcance se é que algum dia esteve. E mais uma vez abuso da privacidade de meu quarto e escrevo. Ainda não aprendi outro jeito de aliviar a pressão senão nessas linhas mal feitas, confusas, perdidas assim como todo o resto. Ignoro a impessoalidade. Como não ser pessoal em meus textos, como não usar mil “eu’s e meu’s”, se o que sinto é tão intimo, só meu, é só meu que parece eterno e constante? É difícil não ser pessoal quando tudo tão visceral e vem rasgando de dentro pra fora. Não há nada que possa dizer pra me acalmar. Está tudo fora do controle aqui dentro, e por quê? Não sei ou só não quero dizer. Não tenho pra onde ir se tudo de que se quer fugir estão sempre ao seu redor? Será que sou o suficiente forte pra isso? Pois, agora, não me sinto. Ninguém realmente sabe de sua força até ser forçada a usá-la. Mas, me recuso. Não agora, não hoje ou amanhã. Um dia desse eu me provo. Não espere de mim compaixão quando eu me levantar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário