Às vezes sinto… sinto uma saudade irracional de você. Com gosto amargo de voltar a trás, de fazer diferente, de fazer dar certo. Como se todos o erros, todas as mancadas fossem responsabilidades minhas. Mas, não é, eu sei e você sabe. E na hora da saudade penso poderia ir atrás, me fazer presente, me jogar como não me permiti anteriormente. Depois da raiva, da revolta, da ira de ter me enganado, de descobri que nada era realmente o que aparentava ser, da certeza que nada mais será igual, depois de tudo isso o coração se apaziguá e torna-ase afável, de novo, sinto falta daquela sensação gostosa que começava no estômago, como bolhas de champagne e acabava no peito. E eu então me lembro que não é assim. Convenço-me que as decisões já foram tomadas e renuncio qualquer intenção insana de fazer diferente. Que trocar saudades por angustia e ansiedade é loucura, mas isso não diminui a saudades. Distraiu-me tentando abafar, sufocar, matar esse sentimento. Ocupo-me até a exaustão, viajo, escrevo, trabalho, bebo. Mas, não importa meus esforços sempre existirá aquela uma hora antes do sono ou entre ele, que tudo fica complexo, difícil de engolir, digerir, pois mesmo sabendo pelo o que eu passei, e posso dizer que só eu quem sei, as boas lembranças são insistentes. Elas fazem questão de se apresentar, serem revividas na memória, mas a partida é um acontecimento por etapas. E sendo assim, já passei pelas fases mais criticas, já chorei criança, já fiquei aflita, já jurei ódio eterno, a da saudade não vai me fazer de tola. Não vai me fazer ter recaídas. Eu renuncio esse ‘direito’. Mas, não tem sido fácil me convencer todas as noites que é para meu bem, que não estou me afastando do amor, mas sim do que não me faz bem, do que me atrasa, me segura. E eu repito até que o sono chegue: que você é passado, que não vai voltar e que o que ainda sinto vai passar. Vai passar, eu sei, você sabe. Não sei quando, não sei como só posso esperar que seja logo e nesse momento eu possa dizer que já me sinto feliz de novo.
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