sábado, 13 de agosto de 2011

A arte de (não) olhar para o próprio umbigo

Estamos acostumados a julgar pessoas, mesmo que sem maldade. O comentário, muitas vezes, passa direto pelo nosso filtro e quando percebemos já foi compartilhado com amigos, colegas e até mesmo seguidores do twitter.

Apontar o estilo, o comportamento e a o que é dito pelos outros já faz parte do cotidiano. Mas até quando viveremos envoltos em nosso prezar pelas boas maneiras e fashionismo conservador e pararemos para olhar para o nosso umbigo?

Não importa. Se você se vestiu de palhaço e saiu na rua por diversão ou por este ser seu estilo, se você falou abertamente de sexo por brincadeira ou por ser aquilo que você realmente quer, se você soltou um palavrão por nervoso ou por fazer parte do seu linguajar. Não importa, você será julgado por outras pessoas que fazem exatamente a mesma coisa.

Eu posso sair com um chapéu de penas no meio da avenida, mas você jamais deverá fazer o mesmo, porque eu serei a primeira a apontar o dedo e rir. Eu posso cantarolar “A porra da buceta é minha” apenas por diversão, porém você não deve fazer o mesmo, pois eu serei a primeira a falar da sua vulgaridade.

É bem assim que funciona. Você pinta uma imagem de moralismo e boas condutas para que os outros te respeitem, mas longe das câmeras você pinta o sete e faz tudo aquilo que já condenou. É a velha história do santo do pau oco, com uma hipocrisia escondida em poses e julgamentos.

Olhar para o próprio umbigo não é simples, requer prática e cara de pau suficiente para admitir que já fez igual ou parecido, levar na esportiva e seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Nada nessa vida é segredo de estado, o julgado saberá um dia que o moralista, no fundo, é tão “imbecil” quanto ele e poderá apontar o dedo, apesar de também ser um julgamento, porém com o argumento do falso moralismo, e dizer “não respeito quem faz, esconde e julga”.

Fonte: Blog Tramado por Mulheres

http://www.tramadopormulheres.com.br/

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