E eu li em algum lugar: “Saia enquanto ainda tem algo de bom pra se lembrar”. Lamento que algo tão substancial tenha chegado dessa forma tão tardia ao meu conhecimento. Não lamento ter destruído qualquer boa recordação sua. Não lamento que agora o único sentimento que eu sinta e alivio por ter me livrado, forçadamente, daquilo que me cega, me detinha, me esmagava. Acho que perdi o senso de discernimento, não mas diferenciava o que era sensação boa de ruim, todas me pareciam amor. Mesmo as ruins. E amor não tem nada a ver com coisas ruins. O amor não tinha nada a ver com que vivemos, não mais. Não naquela altura. Nem mesmo sei quando deixou ser. E agora eu escrevo sobre isso, sobre minhas magoas e arrependimentos pelo o que passou. E foi só isso que restou. Nem minha cadelinha, deitada em meus braços, tem paciência pra essa conversa. Ela dormiu me observando digitar. Ela se cansou. Não a culpo. É cansativo, estou exausta. Mas continuo. Ainda é a melhor forma de dissipar essa coisa ruim que ficou dentro de mim. E sabe? Já me sinto muito bem, já me sinto leve, sem precisar me dobra e desdobrar pra preencher lacunas, saciar desejos. E essa tem sido a melhor sensação dos últimos tempos. É confuso, porque ela, a sensação boa, se mista com tantas outras, mas nada de arrependimento. Não mais. Desanuviou, e caramba, quanto coisa insana e desponderada eu fiz, quanta coisa absurda aceitei, quantos desgastes desnecessários... E pensando bem, o inicio desse texto dever ser desconsiderado. Não é a regra, é a exceção. Afinal, tem coisas que devem ser esquecidas.
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