quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Só vontade

Já senti vontade de bramir uma risada debochada. Que faça as pessoas olharem pra trás curiosos por saber de onde vem, o que se passa. Dessa de te faz antipático pensando como uma risada tão escandalosa pode ser sinônimo de graça. Risada que incomoda os demais ouvintes. Sinto uma vontade ponderada de proferir sorrisos baixinhos, desses que dispensam motivos. Sorrisos bobos das minhas manias idiotas, das coisas que acreditei, das mentirinhas que contei. Esse sorrisinho de canto de boca, da piada que só então, depois de minutos, é entendida. Falo desse, que estampa minha boca nesse exato momento. E você sabe do que falo. Sinto uma vontade do sorriso de boca aberta, da gargalhada contida, vez ou outra, escondido pelas mãos, como se esse fosse proibido. Desses que se divide com amigos em volta de uma mesa de bar. Que compartilha historias, momentos, sentimentos. Que é fácil e sai sem aviso. Faço gosto desse sorriso autêntico. Legitimo. Remete a tantas outras boas sensações. Vontade do sorriso forçado, por conveniência. Aquele que não te faz bobo depois de uma piada horrível. Que faz companhia a quem gostou, mesmo que não seja seu caso. Sorriso amarelo, de quem não entendeu ou de quem não concorda. Sorrisos, todos eles, sinto tanta vontade de vocês. Necessito. Sorrir com movimentos. Gesticular. Se por aberto pra mundo, abrir os braços, desmontar de rir, se dobrar, tocar quem esta em volta enquanto ri. Quem sabe é contagioso. Rir escandalosamente e me fazer ouvida e presente. Ser estranho e ter um jeito só seu de demonstrar. Seja pra fora ou pra dentro. Seja silenciosa com muitas caras e bocas. E a mais importante: sorrir com os olhos. Talvez ainda não tenha notado, ele é singelo, mas trás consigo toda uma alegria de viver. Na simplicidade que está seu maior bem. E em sua particularidade faz toda diferença e vem com tudo de dentro, pra fora. Dispensa incentivo, piadas ou distrações.

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